13 dezembro 2006

O fim dos nomes e as iniciais do perfume

A flor que se escondia no asfalto rompeu o silencio armada por suas pétalas que destilam um perfume inesquecível. As manhãs nascem cantando seu cheiro, que invade o dia, comove a noite e enlouquece a madrugada.

Vinícius cantaria para Maria. Mas ainda falta algo que precisa revelar-se. Está no perfume, poucos percebem, quase ninguém é sensível para tanto.

Seria o Mar uma Artimanha do Riso Inexplicável Ante o Hoje que precisa no fim ser exagerado, como um grito de libertaçao? Lembre-se: o princípio das palavras não segue seu perfume, há em nós um dilema: a paciência porque tudo está no fim, a definição do cheiro, do corpo e do desejo.

3 comentários:

Cacowitz Finklestein disse...

Ficaria bem numa propaganda da Lacoste.

GiGi disse...

Putz, fred! muito bom, de um bom gosto incrível...cheio de sutilezas...captei vossa mensagem e gostei muito!
bejins da amiga...

Maicosul disse...

As letras nada são sem outras letras, os homens nada são sem o cheiro das mulheres, sejam elas devassas ou puritanas...